Da redação
Mesmo com o avanço das tecnologias digitais, o rádio permanece um meio crucial de informação em todo o mundo. No dia 13 de fevereiro é celebrado o Dia Mundial do Rádio, data que marca também os 80 anos da criação da Rádio das Nações Unidas, fundada no pós-guerra em Nova Iorque. Desde então, o veículo consolidou-se como fonte fundamental de notícias em locais marcados por conflitos, catástrofes e desigualdades digitais.
A Rádio ONU iniciou suas operações transmitindo boletins e sessões do Conselho de Segurança em cinco idiomas. Ícones como Edward R. Murrow, Marlon Brando e Audrey Hepburn ajudaram a narrar acontecimentos globais, enquanto líderes como John F. Kennedy, Nelson Mandela e Fidel Castro tiveram suas falas registradas nas ondas da estação. Atualmente, o legado evoluiu para a ONU News, plataforma multimídia que publica conteúdos em 10 línguas e chega a mais de 170 países.
Em zonas de conflito, o papel do rádio é ainda mais vital. Na Faixa de Gaza, antes de 7 de outubro de 2023, existiam 23 estações em operação, todas destruídas após a escalada do conflito provocado por ataques do Hamas a Israel. Rami Al-Sharafi, diretor da Zaman FM, relatou à ONU News Árabe que a estação retomou as transmissões e é atualmente a única a operar na região. Segundo ele, a necessidade por notícias é intensa em meio à propagação de doenças, colapso dos serviços públicos e educação em Gaza.
Na República Democrática do Congo, a Rádio Okapi vem sendo desde 2002 uma fonte confiável de informação, transmitindo em francês e em quatro línguas nacionais. Ouvintes destacam o papel fundamental da rádio na promoção da paz, no combate ao discurso de ódio e na prestação de contas das autoridades. Para refugiados, como Bahati Yohane, a rádio foi essencial para obter informações de segurança e proteger a vida durante conflitos armados.
Na República Centro-Africana, a ONU, por meio da missão Minusca, apoia tanto a emissora Guira FM quanto rádios locais, ampliando o acesso à informação para comunidades isoladas. O rádio, assim, segue atuando como ferramenta crucial para salvar vidas, reduzir tensões sociais e fortalecer a cidadania.








