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Corpo do cão Orelha é exumado após pedido da Promotoria e passa por nova perícia em SC

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Da redação

O corpo do cão comunitário Orelha, morto após agressão na Praia Brava, em Florianópolis, foi exumado para nova perícia realizada pela Polícia Científica de Santa Catarina. A exumação foi confirmada por fonte do governo estadual à “Folha de S.Paulo” nesta quinta-feira (12). O procedimento foi solicitado pelo Ministério Público de Santa Catarina na última terça-feira (10), após autorização da Justiça.

Segundo a 40ª Promotoria de Justiça da Comarca de Florianópolis, a investigação também apura a conduta do delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, no caso. O órgão avalia a necessidade de instaurar inquérito civil para possíveis ações judiciais, após receber diversas representações sobre o trabalho do delegado.

A Polícia Civil e a Polícia Científica informaram, por meio de nota, que têm cumprido “de forma célere todas as novas diligências” determinadas na investigação, mas não confirmaram oficialmente a exumação. As instituições ressaltaram que não divulgam detalhes de diligências em andamento para garantir o bom andamento do caso.

Orelha foi atacado por volta das 5h30 da manhã de 4 de janeiro e morreu no dia seguinte. Laudos apontaram ferimento contundente na cabeça, causado possivelmente por um chute ou objeto rígido. Um vídeo considerado peça-chave mostra um adolescente e uma amiga saindo e retornando a um condomínio na região no horário próximo ao ataque.

Na semana passada, a Polícia Civil concluiu o inquérito e pediu a internação de um adolescente apontado como autor da agressão. A defesa critica a investigação, alegando falta de provas conclusivas e influência de desinformação nas redes sociais. Por envolver menores de idade, os nomes dos investigados não foram divulgados, conforme prevê o ECA.