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Defesa do Cruzeiro perde solidez em 2026; veja números com Tite e Jardim


Da redação

O Cruzeiro enfrenta um início de temporada 2026 marcado por instabilidade defensiva. Após figurar entre as melhores defesas do Campeonato Brasileiro de 2025, com apenas 31 gols sofridos em 38 rodadas (média de 0,8 por jogo), o clube mineiro já viu sua rede balançar 14 vezes em 10 partidas oficiais neste ano – mais de um gol por jogo. Apesar do ataque manter rendimento razoável, a vulnerabilidade defensiva tem pesado nos resultados, contribuindo para um início irregular.

O contraste fica mais evidente ao analisar os jogos em que a defesa falhou: em sete partidas, o time sofreu ao menos dois gols por confronto. Em toda a temporada passada, sob o comando do técnico Leonardo Jardim, foram 51 gols sofridos em 62 jogos, número muito inferior ao atual ritmo.

Grande parte do setor defensivo permanece a mesma, mas o rendimento coletivo caiu. O principal fator para a mudança é a transição tática com a chegada do técnico Tite. O novo treinador exige ajustes e adaptação dos jogadores, processo que pode afetar a coordenação, especialmente em setores que dependem de entrosamento, como a defesa.

Além da questão tática, a equipe apresenta dificuldades sobretudo na recomposição e proteção da defesa. Frequentemente, adversários vêm encontrando espaços entre o meio-campo e a zaga, situação rara na temporada anterior. Como resultado, aumentou a pressão sobre o sistema defensivo.

A instabilidade é reconhecida internamente. Após o empate por 2 a 2 com o Mirassol, o goleiro Cássio afirmou que os gols sofridos incomodam a todos do setor. O camisa 1 destacou a necessidade de corrigir erros rapidamente, num elenco que soma, até agora, 10 jogos, 4 vitórias, 1 empate, 5 derrotas, 15 gols marcados e 14 sofridos.