Da redação
Drones, câmeras e softwares de reconhecimento facial passam a integrar o policiamento para identificação de suspeitos e localização de foragidos da Justiça em tempo real. As ações fazem parte de um pacote de vigilância eletrônica voltado a fortalecer investigações e patrulhamento, com monitoramento instantâneo e decisões mais rápidas na captura de pessoas com mandado de prisão em aberto.
Os drones empregados são aeronaves não tripuladas munidas de câmeras de alta resolução e sensores de movimento e temperatura, operando por horas seguidas. Capazes de sobrevoar regiões urbanas, rodovias e áreas rurais de difícil acesso, os equipamentos transmitem imagens via enlaces criptografados diretamente para centrais de comando, onde são analisadas em tempo real.
O sistema é complementado por câmeras fixas em postes de iluminação, câmeras móveis em viaturas e dispositivos portáteis para agentes. Esses equipamentos contam com lentes de longo alcance, sensores infravermelhos para gravação noturna e sistema de estabilização eletrônica, assegurando imagens de qualidade em diversos ambientes e condições.
O software de reconhecimento facial, baseado em inteligência artificial e deep learning, compara pontos biométricos dos rostos com bancos de dados criminais. Caso haja correspondência acima do índice de confiança estabelecido, alertas são emitidos automaticamente, indicando localização precisa e imagens de suspeitos.
Para proteger direitos e a privacidade, o uso dessas tecnologias observa protocolos da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), com exigências como autorização judicial, prazos para armazenamento de registros, criptografia e auditorias independentes. Especialistas destacam o potencial da integração para combater o crime, mas ressaltam a necessidade de investimentos em infraestrutura, treinamento, manutenção e atualização dos sistemas para garantir legalidade e eficácia.








