Da redação
O comércio varejista brasileiro fechou 2025 com crescimento de 1,6% em comparação a 2024, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgada nesta sexta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar do resultado positivo, o avanço foi menor do que o registrado em 2024, quando houve alta de 4,1%. Nos anos anteriores, as variações foram de 1,7% em 2023, 1% em 2022 e 1,4% em 2021.
Na passagem de novembro para dezembro de 2025, as vendas do varejo tiveram queda de 0,4%. Já a média móvel trimestral do setor apresentou variação positiva de 0,3% no trimestre encerrado em dezembro. “O crescimento de 2025 foi razoavelmente distribuído, puxado pela farmacêutica, por móveis e eletrodomésticos e equipamentos para escritório, informática e comunicação”, avaliou o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.
Segundo Santos, o desempenho do segmento de informática e comunicação foi fortemente influenciado pela desvalorização do dólar frente ao real, o que favoreceu a venda de produtos eletrônicos importados, como celulares e laptops. Entre as onze atividades pesquisadas no varejo ampliado, sete fecharam o ano no azul, com destaque para artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (4,5%) e móveis e eletrodomésticos (4,5%).
No varejo ampliado, que inclui veículos, motos, material de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas apresentou queda de 1,2% em dezembro frente a novembro, após alta de 0,6%. O setor acumulou alta de 0,1% em 2025.
Por outro lado, quatro atividades do varejo ampliado tiveram desempenho negativo em 2025: veículos e motos, partes e peças (-2,9%), atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,3%), livros, jornais, revistas e papelaria (-0,9%) e material de construção (-0,2%), segundo o IBGE.








