Da redação
O Corinthians intensificou as ações para reorganizar suas finanças e evitar novas punições da Fifa, que poderiam comprometer o planejamento esportivo do clube. Recentemente, a diretoria retomou negociações diretas com o Talleres para tratar da dívida referente à contratação do meia Rodrigo Garro, realizada em 2024. O débito, estimado em cerca de R$ 32 milhões, inclui o valor original da transferência, além de juros, impostos e custos judiciais acumulados após derrota do clube paulista na Fifa.
Na última semana, o presidente Osmar Stábile viajou à Argentina para avançar nas conversas e buscar um acordo sobre o pagamento, seja por meio de parcelamento ou quitação total da dívida. O Corinthians havia apresentado três propostas anteriores, todas recusadas pelo Talleres, mas a diretoria avalia positivamente o fato de os argentinos demonstrarem disposição ao diálogo.
A melhora nas negociações foi possível após mudanças institucionais no clube paulista — destaca-se a chegada de Marcelo Paz como executivo de futebol, o que contribuiu para reduzir tensões com Andrés Fassi, presidente do Talleres. Trocas de elogios públicos entre os dirigentes abriram espaço para a retomada dos canais de comunicação.
Atualmente, a resolução da dívida de Rodrigo Garro é considerada prioridade máxima no Parque São Jorge. O impasse já impacta o mercado corintiano, impedindo a contratação de reforços, como o volante Alisson, do São Paulo. Desde fevereiro de 2025, quando a Fifa condenou o clube, o débito entrou no plano de reestruturação financeira comandado por um comitê interno, responsável também pela resolução de pendências com Félix Torres e Matías Rojas.
Paralelamente, o grupo trabalha na elaboração do orçamento para 2026 e na alinhamento com o Conselho de Orientação (Cori), visando quitar dívidas relevantes, manter o Corinthians competitivo e evitar novo transfer ban que coloque em risco o futuro do clube.








