Da redação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (13) que pretende mudar por decreto as leis eleitorais do país, exigindo que os eleitores apresentem um documento com foto para votar. Segundo Trump, a mudança valerá para as eleições de meio de mandato em novembro, desconsiderando o papel do Congresso. “Não podemos deixar os democratas se safarem com isso. Eles são trapaceiros horríveis e falsos”, escreveu Trump em sua rede social, Truth Social, acusando novamente a oposição de fraude eleitoral.
Trump reforçou a intenção de publicar o decreto em breve e expressou esperança de que a Suprema Corte americana, dominada por conservadores e com três magistrados por ele indicados, reconheça a medida. O republicano vem alegando fraude generalizada nas eleições americanas, embora nunca tenha apresentado provas, e mantém o discurso de que perdeu injustamente para Joe Biden em 2020.
Entretanto, na legislação americana, a organização das eleições é responsabilidade de estados e condados, tornando o sistema descentralizado. Um decreto federal dificilmente teria validade, já que a Constituição limita o poder do Executivo nesse âmbito. Nos Estados Unidos, diferentemente do Brasil, a exigência de documento com foto para votação é tema polêmico por seu histórico de restrições ao voto da população negra.
A exigência de identificação pessoal na hora do voto não é comum nos estados controlados por democratas, como Califórnia e Nova York, que concentram grande número de eleitores. Estados cruciais, como Pensilvânia, Illinois e Nevada, também não adotam tal exigência.
Apesar das alegações de Trump, um estudo da Heritage Foundation registrou apenas 1.465 casos de fraude eleitoral em 44 anos, equivalente a 33 casos por ano e 0,00001% do total de votos, indicando que as ocorrências são raríssimas.








