Início Política Reunião no STF teve críticas à PF e a Fachin e preocupação...

Reunião no STF teve críticas à PF e a Fachin e preocupação com imagem do tribunal, diz site

- Publicidade -


Da redação

Em sessão reservada realizada na quinta-feira (12), ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) debateram a permanência de Dias Toffoli na relatoria do caso Master, em meio a críticas à Polícia Federal (PF) e preocupações sobre a imagem do tribunal, segundo o Poder360. O relatório de 200 páginas da PF, entregue ao STF, era usado para arguir a suspeição de Toffoli, o que levantou suspeitas de vazamento, já que a íntegra das falas dos ministros foi divulgada.

Dos 10 presentes, 8 ministros apoiavam a permanência de Toffoli, sendo contrários apenas Edson Fachin e Cármen Lúcia. Prevaleceu a proposta de Flávio Dino: o STF emitiria nota conjunta de apoio a Toffoli e, em troca, ele deixaria a relatoria, que foi redistribuída para André Mendonça após sorteio.

Durante a reunião, Gilmar Mendes atribuiu a reação da PF a decisões de Toffoli desfavoráveis à corporação. Alexandre de Moraes classificou a investigação contra Toffoli como ilegal e afirmou ter alertado o diretor-geral da PF sobre limites em apurações que envolvem autoridades com foro privilegiado. “Meu voto é a favor dele [Toffoli]. Acabou”, resumiu Luiz Fux.

Cármen Lúcia alertou sobre a imagem institucional do Supremo e defendeu resolver a questão antes do Carnaval para evitar desgaste da Corte. Kassio Nunes Marques afirmou não ver motivos para suspeição de Toffoli e criticou a possibilidade de aceitar a arguição: “Acabou o Poder Judiciário do Brasil”, afirmou.

Zanin alertou que reconhecer a suspeição de Toffoli anularia provas já produzidas. Dino classificou o relatório da PF como “lixo jurídico” e reforçou que suspeição de ministros do STF só caberia em casos extremos. Toffoli, ao final, acatou a redistribuição do caso e disse: “Se for a decisão hoje para parar hoje é melhor e eu aceito”, segundo o Poder360.