Da redação
O Carnaval do Rio de Janeiro, marcado por samba, confete e serpentina, será também neste ano um palco para encontros políticos. Entre os personagens centrais da folia está Washington Quaquá, vice-presidente nacional do PT, prefeito de Maricá (RJ) e fundador do Camarote Favela, conhecido por reunir políticos de várias regiões do país durante os desfiles na Sapucaí.
Em entrevista ao PlatôBR, Quaquá comentou sobre a polêmica em torno da homenagem ao presidente Lula em uma escola de samba, tratada por alguns como possível campanha antecipada. “Outros presidentes da República já foram homenageados em escolas de samba, como Getúlio, JK. O presidente Lula é o maior líder popular da história do País e poderia ser enredo de qualquer escola”, afirmou. Quaquá ressaltou que a escola não foi beneficiada financeiramente: “Está recebendo o mesmo valor, que acho pouco, inclusive, para todas as outras do Grupo Especial”.
Sobre os encontros políticos no Camarote Favela, Quaquá disse que o espaço recebe, anualmente, ministros, parlamentares, prefeitos e lideranças de diferentes partidos, além de personalidades das favelas. “É um espaço democrático de encontros e alegrias”, declarou. Ele destacou que, em anos eleitorais, a política ganha mais espaço, mas que o foco não se restringe a isso, já que o samba também é protagonista.
Quaquá afirmou que o Carnaval, por ser a maior festa popular do país, atrai diversas lideranças. “Com tantas pessoas do mundo político juntas num mesmo ambiente, obviamente irão acontecer conversas e até alguns acordos”, explicou. Para ele, a articulação política vai além dos gabinetes e se fortalece em ambientes informais, como bares, casas e durante a própria folia.








