Da redação
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, chamou neste sábado (14), durante a Conferência de Segurança de Munique, o presidente russo, Vladimir Putin, de “escravo da guerra”. Segundo Zelensky, “ninguém na Ucrânia acredita que ele vá deixar o nosso povo em paz, e também não deixará outras nações europeias em paz, porque não consegue abrir mão da ideia de guerra. Pode ser que ele se veja como um czar, mas na realidade é um escravo da guerra”.
Zelensky enfatizou a urgência no envio de mísseis de defesa antiaérea, afirmando que todos os complexos de geração de energia da Ucrânia sofreram danos devido aos ataques russos. “A maioria dos ataques é dirigida contra as nossas centrais elétricas e outras infraestruturas de grande importância. Não resta uma única central na Ucrânia que não tenha sido danificada pelos ataques russos”, disse. Os bombardeios causaram falta de aquecimento para centenas de milhares de pessoas, em meio ao rigor do inverno.
O presidente ucraniano também citou, em uma publicação nas redes sociais, conversas telefônicas com o enviado americano Steve Witkoff e com o genro de Donald Trump antes do início das negociações, demonstrando expectativa: “Confiamos que as reuniões sejam realmente produtivas”.
Apesar disso, Zelensky criticou a lentidão das decisões políticas dos países aliados ocidentais e pediu respostas mais rápidas. “As armas evoluem mais rápido do que as decisões políticas destinadas a detê-las”, ressaltou, acrescentando que os drones Shahed, de fabricação iraniana utilizados pela Rússia, tornaram-se mais letais.
Na sexta-feira, a Rússia anunciou uma nova rodada de negociações para os dias 17 e 18 de fevereiro, com representantes da Ucrânia e dos Estados Unidos, na tentativa de buscar uma solução para o conflito, que está prestes a entrar em seu quinto ano.








