Da redação
Empresas brasileiras investiram pelo menos US$ 1,8 milhão (cerca de R$ 9,8 milhões) em lobby nos Estados Unidos para tentar reverter o aumento de tarifas imposto por Donald Trump em 2025. Os dados são do banco OpenSecrets, mantido pela ONG Center for Responsive Politics, que reúne informações declaradas sobre a contratação de lobby, atividade legalizada nos EUA.
Entre as principais entidades, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) desembolsou US$ 350 mil ao escritório Ballard Partners, divididos em dois pagamentos: US$ 140 mil no terceiro trimestre e US$ 210 mil no quarto trimestre de 2025 – valores equivalentes a cerca de R$ 726,4 mil e R$ 1 milhão, respectivamente. A Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) pagou US$ 190 mil (R$ 986 mil) ao escritório Brownstein Hyatt Farber Schreck.
A JBS, do grupo dos irmãos Joesley e Wesley Batista, investiu US$ 1 milhão (aproximadamente R$ 5,4 milhões) em lobby direto, sem intermédio de escritório contratado. A Embraer declarou US$ 250 mil (R$ 1,3 milhão), sendo US$ 30 mil para a Rubin, Turnbull & Associates, US$ 100 mil para a Elevate Government Affairs e US$ 120 mil em atuação direta da subsidiária americana. A mineradora Vale registrou US$ 40 mil (R$ 207,5 mil) pagos à Lilette Advisors.
Em nota, a Vale afirmou que apoia-se em consultorias externas para assuntos comerciais internacionais. A Embraer ressaltou que a contratação de consultorias nos EUA é prática comum e regularizada, com divulgação trimestral dos valores, conforme a legislação. A Amcham contestou o valor divulgado, dizendo que é superior ao efetivamente pago, sem revelar o montante. CNI e JBS decidiram não se manifestar.








