Da redação
O lança-perfume, proibido no Brasil desde 1960, continua circulando ilegalmente em festas e concentrações populares, especialmente durante o Carnaval. Apesar de ser alvo frequente de apreensões por parte das autoridades, sua produção e comercialização clandestinas permanecem ativas, com uso de frascos improvisados e bolinhas plásticas para liberação dos vapores tóxicos.
Inicialmente criado no século XIX como anestésico leve, o lança-perfume ganhou popularidade em eventos recreativos devido à euforia e desinibição proporcionadas, permanecendo associado à cultura carnavalesca até a proibição formalizada há mais de seis décadas. Desde então, operações de fiscalização buscam retirar a substância de circulação e desestimular sua oferta no mercado paralelo.
Do ponto de vista farmacológico, o lança-perfume é um solvente inalante que atua no sistema nervoso central, provocando depressão neuronal. Os efeitos incluem tontura, confusão mental e perda de reflexos, normalmente de curta duração, mas o consumo pode causar impactos severos mesmo em exposições pontuais.
Segundo profissionais da saúde, o uso frequente pode desencadear intoxicação aguda, convulsões, dificuldades respiratórias e alterações cardíacas. Estudos clínicos ainda apontam riscos de danos estruturais no cérebro, comprometimento cognitivo e problemas motores irreversíveis.
Especialistas enfatizam que a única maneira segura de evitar os prejuízos do lança-perfume é não iniciar o consumo. Além da repressão policial, destacam a importância de ações educativas e alternativas de lazer como estratégias para proteção da saúde pública diante dos perigos relacionados aos solventes inalantes.








