Da redação
Nas últimas duas semanas, setores do governo federal, incluindo o Palácio do Planalto e ministérios, demonstraram preocupação com possíveis repercussões negativas do desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageará o presidente Lula na Sapucaí. O temor é que a participação de Lula e aliados no evento gere críticas e complicações jurídicas.
O desfile, patrocinado pela Embratur, assim como todos do Grupo Especial do carnaval carioca, levanta preocupações quanto à fiscalização do Tribunal de Contas da União (TCU). Outro ponto de tensão é a possibilidade de o evento ser interpretado como propaganda eleitoral antecipada ou uso de recursos públicos para promoção pessoal, já que as eleições municipais de outubro se aproximam.
No Palácio do Planalto, um assessor solicitou detalhes minuciosos sobre o desfile para identificar possíveis riscos na participação da primeira-dama Janja. As informações coletadas foram repassadas a ela para embasar sua decisão de comparecer ou não ao evento.
Dentro do PT, o assunto também gerou debates intensos no diretório nacional. Entre as discussões, estavam dúvidas sobre o uso de camisas vermelhas com estrela branca, a liberação de gritos de “Lula lá” e o uso de broches do partido pelos militantes. Como solução, foi aprovada a elaboração de uma cartilha orientando os participantes.
O episódio teve momentos de descontração, como a sugestão de um integrante do sul do país, preocupado com a grandiosidade da homenagem a Lula, que questionou se seria possível “tirar os carros alegóricos” do desfile, demonstrando desconhecimento sobre a tradição do Carnaval carioca.








