Da redação
A chefe da política externa da União Europeia, Kaja Kallas, refutou neste domingo, 15, alegações do governo de Donald Trump de que a Europa enfrenta um “apagamento civilizacional”. A resposta ocorreu durante a Conferência de Segurança de Munique, em referência à estratégia de segurança nacional dos EUA divulgada em dezembro, que apontou para uma possível ameaça ao continente devido a fatores como estagnação econômica, políticas de imigração, queda nas taxas de natalidade e supressão de liberdade de expressão.
Kallas afirmou que, ao contrário do que sugerem os críticos, “a Europa ‘woke’ e ‘decadente’ não está enfrentando o apagamento da civilização”. Ela ressaltou que o modelo europeu continua atrativo, citando o interesse observado durante uma visita ao Canadá, onde muitos expressaram desejo de se juntar à União Europeia. “Promovemos o progresso da humanidade e a defesa dos direitos humanos, o que traz prosperidade às pessoas”, afirmou.
No mesmo evento, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, adotou tom conciliador ao destacar que o fim da era transatlântica “não é nosso objetivo nem nosso desejo”, enfatizando laços históricos entre os continentes. Ele manteve, porém, a posição do governo Trump em temas como migração, comércio e clima.
Representantes europeus, por sua vez, reafirmaram o compromisso com valores como liberdade de expressão, combate às mudanças climáticas e livre comércio. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, defendeu as “sociedades vibrantes, livres e diversificadas” da Europa, destacando que isso é fonte de força para a região.
Kallas concluiu avaliando positivamente o discurso de Rubio, que, segundo ela, aponta para a continuidade dos laços entre EUA e Europa, mesmo diante de discordâncias em diversos temas. “Podemos trabalhar a partir daí”, disse a diplomata.








