Início Política Ex-ministro de Bolsonaro é rifado e amplia lista de desavenças no PL

Ex-ministro de Bolsonaro é rifado e amplia lista de desavenças no PL

- Publicidade -


Da redação

A saída de Gilson Machado do diretório pernambucano do PL evidencia as divergências internas na legenda de Jair Bolsonaro. Ex-ministro do Turismo e figura próxima ao ex-presidente, Machado não conseguiu espaço na nominata estadual comandada por Anderson Ferreira e optou por migrar para o Podemos. A ruptura reforça o movimento de bolsonaristas que se sentem excluídos do partido dirigido por Valdemar Costa Neto.

Machado, preso no inquérito dos atos de 8 de Janeiro, foi candidato ao Senado em 2022 e obteve mais de 1 milhão de votos, ficando em segundo lugar. O afastamento ocorreu sobretudo devido ao atrito com Anderson Ferreira, que se apresenta como pré-candidato ao Senado pelo PL em Pernambuco.

O cenário pernambucano se repete em outros estados de influência conservadora. Em Santa Catarina, para as eleições ao Senado, há disputa entre o governador Jorginho Mello, Carlos Bolsonaro e a deputada federal Caroline De Toni, todos do PL. Carlos Bolsonaro, preferido da família do ex-presidente, ameaça apoiar João Rodrigues (PSD) em retaliação a um possível descumprimento de acordo sobre as candidaturas, caso o PL insista na aliança de Mello com Esperidião Amin (PP) em vez de lançar Carlos e Caroline.

No Distrito Federal, a dinâmica de disputas internas também se agrava. O acordo para lançar Michelle Bolsonaro (PL) ao Senado em uma aliança com Ibaneis Rocha (MDB) e Celina Leão (PP) ao governo está ameaçado. A deputada federal Bia Kicis (PL) agora também deseja concorrer ao Senado, reconfigurando o cenário e ampliando as tensões dentro do partido.

As frequentes brigas intestinas expõem a dificuldade do PL em preservar sua unidade nacional, inclusive em redutos eleitorais estratégicos para a direita nas próximas eleições.