Da redação
A homenagem ao Presidente realizada pela escola de samba Acadêmicos de Niterói, na noite de domingo (15/2), foi um dos momentos mais comentados do desfile na Marquês de Sapucaí. O destaque da apresentação, marcada por um abraço entre o chefe do Executivo e um integrante da agremiação, dividiu opiniões tanto no sambódromo quanto nas redes sociais.
O desfile, que tinha como objetivo exaltar a figura do Presidente e fortalecer sua associação com temas nacionais, utilizou alegorias inspiradas em marcos históricos, projetos sociais e símbolos do governo. No entanto, a iniciativa foi alvo de críticas por parte de carnavalescos e comentaristas culturais, que se opuseram à aproximação entre arte e política institucional durante o carnaval.
A Acadêmicos de Niterói, fundada em 1952, é conhecida por enredos centrados em ícones nacionais e já abordou a relação entre carnaval e política em anos anteriores. A atual homenagem, porém, reacendeu debates sobre a independência artística das escolas e os limites da manifestação cultural diante de possíveis apelos institucionais.
Após o desfile, artistas, compositores e integrantes da cena cultural ressaltaram que o carnaval deve priorizar o espírito crítico e a celebração da diversidade, em vez de exaltações a políticos. Em contrapartida, apoiadores do Presidente consideraram justa a homenagem, atribuída a conquistas do governo. O episódio refletiu como o carnaval segue permeado pelas tensões políticas do contexto brasileiro.
A polêmica gerada pela homenagem à Presidência pode influenciar a regulamentação de temas políticos no próximo carnaval. A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (LIESA) ainda não se manifestou oficialmente, mas há expectativa por regras que preservem o caráter cultural dos desfiles e evitem novas controvérsias.








