Da redação
O ambiente no Vasco da Gama vive um momento de instabilidade, tendo o futuro de Philippe Coutinho como um dos principais focos de atenção. Mesmo com a classificação no Campeonato Carioca, tensões extracampo marcaram o clima após a última partida. Entre vaias da torcida, decisões técnicas e divergências internas, a permanência do camisa 10 tornou-se incerta, sem definição imediata.
O contrato de Coutinho com o Vasco vai até o meio do ano, e a diretoria está dividida sobre uma possível renovação. Enquanto parte dos dirigentes considera a experiência do meia valiosa para o elenco, outra ala defende uma reformulação com aposta em atletas mais jovens. O desempenho irregular do time aumenta as dúvidas e condiciona futuras decisões ao contexto esportivo nas próximas semanas.
No âmbito pessoal, Coutinho também vive um momento de reflexão. Inicialmente, planejava encerrar a carreira ao fim do contrato em julho, mas as oscilações do time e o ambiente de pressão vêm influenciando sua decisão. Pessoas próximas apontam que fatores emocionais podem pesar, mantendo indefinido o futuro do jogador.
A crise se agravou após o confronto contra o Volta Redonda, pelas quartas de final do Carioca, quando Coutinho foi vaiado pela torcida em São Januário e substituído ainda no intervalo. Após deixar o campo, o meia não retornou ao banco de reservas e assistiu ao restante da partida afastado do elenco, alimentando questionamentos internos.
Em coletiva, o técnico Fernando Diniz minimizou possíveis conflitos, ressaltando confiança em Coutinho e justificando a troca por razões técnicas. Na temporada, o camisa 10 soma sete partidas, três gols e uma assistência, mas enfrenta grande cobrança da torcida. A definição sobre seu futuro depende agora dos próximos capítulos dentro e fora de campo.








