Da redação
Moçambique enfrenta mais um episódio de chuvas intensas e tempestades nas próximas 24 horas, após a passagem do ciclone Gezani. O fenômeno atingiu a região de Inhambane, no sul do país, no último fim de semana e retornou para o oceano em direção ao oeste de Madagáscar, onde se formou. Na manhã desta segunda-feira, o centro do ciclone estava no mar, classificado como tempestade tropical de categoria 1, com ventos de até 270 km/h, deslocando-se para a região malgaxe de Atsimo-Andrefana.
Segundo as autoridades moçambicanas, o ciclone Gezani afetou 2.734 pessoas e destruiu ou danificou 1.468 casas. Até esta segunda-feira, foram confirmadas quatro mortes, cinco feridos e 306 pessoas deslocadas, que estão acolhidas em seis centros de acolhimento. O governo também ativou ações emergenciais, incluindo o envio de 254 toneladas de alimentos para as áreas atingidas.
O impacto do ciclone ocorre apenas três semanas após cheias que mataram 27 pessoas e afetaram dezenas de milhares no país. Para mitigar os efeitos do novo desastre, Moçambique recebeu US$ 4,5 milhões do Fundo das Nações Unidas de Resposta de Emergência (Cerf). O Fundo da ONU para a Infância (Unicef) e a Cruz Vermelha de Moçambique também destinaram recursos para ajudar as comunidades.
Trabalhadores humanitários estão reforçando centros de evacuação, em parceria com o Instituto Nacional de Gestão de Desastres (Ingd), para minimizar os riscos e garantir segurança à população.
Desde o início da atual estação das chuvas, o número total de mortos em Moçambique chegou a 215, com mais de 856 mil pessoas afetadas em todo o território, segundo dados do Ingd.








