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Vaticano não participará do ‘Conselho da Paz’ de Trump

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Da redação

O Vaticano não participará do “Conselho da Paz”, órgão internacional criado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (17) o secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Pietro Parolin.

O conselho, presidido por Trump, foi inicialmente proposto para supervisionar a trégua em Gaza e a reconstrução do território após a guerra entre Hamas e Israel. Posteriormente, seu escopo foi ampliado para abordar a resolução de diferentes conflitos internacionais, aumentando preocupações de que Trump pretende criar um concorrente das Nações Unidas.

O cardeal Pietro Parolin declarou que o Vaticano permanecerá fora do “Conselho da Paz” e destacou a importância da ONU na mediação de crises globais. “Para nós, existem algumas questões críticas que precisam ser resolvidas”, afirmou.

Sem detalhar quais seriam essas questões, Parolin acrescentou: “no âmbito internacional, acima de tudo, é a ONU que administra essas situações de crise”.

Desde o lançamento do “Conselho da Paz” por Trump no Fórum Econômico Mundial em Davos, em janeiro, pelo menos 19 países já assinaram sua carta de fundação. Para ser membro permanente do órgão, é exigida uma contribuição de US$ 1 bilhão (R$5,22 bilhões), o que levou críticos a afirmar que o conselho poderia se tornar uma versão “paga” do Conselho de Segurança da ONU.