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PCC tem 12 ‘sintonias do crime’ e cuida até das redes sociais da organização e dos ‘irmãos’

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Da redação

Um novo organograma do Primeiro Comando da Capital (PCC) elaborado pelo Departamento de Inteligência Policial (Dipol) da Polícia Civil de São Paulo revela que a facção conta hoje com doze ‘sintonias’ para comandar suas operações no Brasil e no exterior. A estrutura tem cerca de cem integrantes, segundo documento obtido pelo SBT News e confirmado pelo Estadão. Entre as novidades estão as Sintonias da Internet e de Redes Sociais, criadas para gerenciar comunicações online e garantir a segurança das trocas de mensagens entre membros.

O relatório aponta ainda a existência de um 13º núcleo, chamado Setor Raio-X, que atua como uma espécie de corregedoria interna, responsável por auditorias e fiscalização dos próprios membros. Essa unidade seria chefiada por Gratuliano de Souza Lira, o Quadrado. Já a Sintonia da Internet, sob comando dos presos André Luiz de Souza, o Andrezinho, e Eduardo Fernandes Dias, o Destino, responde à Sintonia Final, composta pelo líder máximo Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e outros 15 membros — dos quais apenas Adeilton Gonçalves da Silva, o Maranhão, está foragido.

A estrutura da facção segue uma hierarquia rígida: abaixo da Sintonia Final está a Sintonia do Sistema, voltada para o cumprimento das ordens no sistema prisional, enquanto a Sintonia Restrita trata de assuntos mais sensíveis e confidenciais. O setor financeiro é gerido pela Sintonia da Padaria, responsável por controlar a arrecadação de recursos.

O documento cita também a Sintonia dos Gravatas, que reúne o departamento jurídico da facção, e o Quadro dos 14 — grupo de elite responsável por decisões estratégicas e disciplinares, inclusive ligadas ao assassinato do ex-delegado-geral de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes. Dos cem principais integrantes da cúpula, 61 estão presos.

Entre os aliados listados estão os traficantes Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, e Caio Bernasconi Braga, o Fantasma da Fronteira. Pela primeira vez, um empresário, Mohamad Hussein Mourad, o Primo, acusado de fraudes bilionárias no setor de combustíveis e atualmente foragido, é apontado como associado ao PCC. Ele nega qualquer ligação com a organização.