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40km e 8 dias de distância: o luto de mães que perderam filhos para violência

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Da redação

Francisca Mônica Ferreira Soares, mãe de Leonardo Ferreira da Silva, 19 anos, desabafou após enterrar o filho, vítima de espancamento em uma briga de rua em Sobradinho II. Em choque e sob efeito de medicação, ela relatou a convivência entre seu filho e os agressores. “Eles moravam na mesma rua, conheciam-se. Eram amigos ou pelo menos se falavam. Eu não consigo entender como algo assim aconteceu”, disse.

A morte ocorreu na madrugada de domingo, entre 4h e 4h30, em Nova Colina. Leonardo foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) após chegar em casa com fortes dores, mas não resistiu. As causas exatas da morte serão confirmadas por laudo do Instituto de Medicina Legal (IML). Segundo a Polícia Civil, os agressores Jardel de Nóbrega Martins, 27 anos, e Wanderson da Fonseca, 29, foram presos, passaram por audiência de custódia e tiveram prisão preventiva decretada. Ambos permaneceram em silêncio durante depoimento.

O delegado Hugo Maldonado, chefe da 13ª Delegacia de Polícia de Sobradinho, afirmou não haver avanços nas investigações até o momento. Ele confirmou que Jardel e Wanderson possuem antecedentes por tráfico de drogas, porte ilegal de arma e infrações à Lei Maria da Penha. Os suspeitos foram indiciados por homicídio, mas a tipificação pode mudar conforme o andamento das apurações.

O caso lembra o assassinato de Rodrigo Castanheira, 16 anos, espancado por Pedro Turra, 19, em Vicente Pires, oito dias antes. Turra está preso e tornou-se réu por homicídio doloso, após 16 dias de coma de Rodrigo. Na quinta-feira, Turra foi transferido para uma ala de segurança máxima do Complexo Penitenciário da Papuda por risco à integridade física.

Enquanto aguarda respostas, Francisca Mônica pede justiça. “Quero que paguem pelo que fizeram. O meu filho era tudo pra mim, e essa dor não vai passar tão cedo”, lamentou.