Início Mundo Mulheres completam 96 horas de greve de fome em Caracas por libertação...

Mulheres completam 96 horas de greve de fome em Caracas por libertação de presos políticos


Da redação

Dez mulheres, familiares de presos políticos venezuelanos, completaram 96 horas em greve de fome nos arredores de uma unidade policial em Caracas, exigindo a libertação dos detidos. O protesto começou às 6h de sábado (14), com manifestantes de 23 a 46 anos acampadas em colchões. Uma das mulheres desmaiou na segunda-feira e foi levada de táxi ao hospital, devido à falta de ambulâncias, segundo relato do ativista Diego Casanova, do Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos, à agência EFE.

No local da greve, há um quadro informando o tempo de jejum e uma faixa com a mensagem “Liberdade para todos”. Dentro da unidade da Polícia Nacional Bolivariana, conhecida como Zona 7, presos políticos também fazem greve de fome há mais de 120 horas, desde sexta-feira (13).

A ONG responsável pela denúncia informou que policiais impediram a entrada de soro para os presos, sem explicação, e alertou, em publicação na rede X, para a indiferença do Estado diante da situação, o que coloca em risco a vida dos manifestantes e dos detidos.

O motivo do protesto é o descumprimento da promessa feita por Jorge Rodríguez, presidente do parlamento, em 6 de fevereiro, de libertar todos os presos assim que a lei de anistia fosse aprovada, o que estaria previsto até a última sexta-feira. No sábado, 17 detidos foram libertados na Zona 7, de acordo com o próprio Rodríguez.

O processo de anistia acontece em meio a um “novo momento político”, anunciado pela presidente Delcy Rodríguez. Ela assumiu após o governo denunciar que o presidente Nicolás Maduro foi sequestrado pelos Estados Unidos em uma operação militar em Caracas, em janeiro.