Da redação
Entre os dias 16 e 17, a agência Ativaweb registrou 28,9 milhões de menções nas redes sociais às imagens da chamada “família na lata”, surgidas após o desfile da Acadêmicos de Niterói no Carnaval do Rio de Janeiro. O tema viralizou após a escola homenagear Lula com o enredo “Do alto do mulungu surge uma esperança: Lula, o trabalhador do Brasil” e apresentar uma ala satirizando grupos neoconservadores, simbolizados por latas de conserva.
Segundo o estudo, 70,7% das publicações em Instagram, Facebook e X sobre o tema foram negativas, com críticas à representação e à percepção de ataque a valores culturais, religiosos e familiares. As manifestações positivas, que defendiam a liberdade artística e a sátira política, representaram 21,8%. Outros 7,5% dos conteúdos foram classificados como neutros.
A Ativaweb identificou que o debate teve ampla repercussão nacional e múltiplos polos de propagação, envolvendo influenciadores políticos, usuários comuns e redes ideológicas organizadas. O fenômeno foi marcado pelo uso de inteligência artificial para criar e divulgar novas versões das imagens, principalmente por membros do campo conservador.
Entre os que aderiram à tendência estão políticos da oposição a Lula. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, postou a ilustração com a frase “Conservador por Jesus Cristo”. Já o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho, também compartilhou imagens relacionando o símbolo à defesa de valores familiares e religiosos.
O CEO da Ativaweb, Alek Maracajá, avaliou: “A trend das latinhas surge nesse momento como símbolo perfeito. Simples. Replicável. Emocional. Não é sobre latinha. É sobre pertencimento, sinalização pública de valores. E identidade mobiliza mais do que argumento”.






