Da redação
Executivos do setor de combustíveis ouvidos pela coluna avaliam com cautela a reabertura do mercado para o petróleo venezuelano, especialmente devido ao alto nível de emissões de gases associado à produção no país. Segundo eles, a preocupação não se limita ao volume que retornará ao mercado, mas sim ao perfil ambiental desse petróleo.
Os Estados Unidos autorizaram que Chevron, Eni, Repsol, BP e Shell retomem operações na Venezuela. Essa medida ocorre após a queda de Nicolás Maduro e a flexibilização das sanções americanas. Com isso, a Venezuela, que possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo e vinha operando com produção limitada nos últimos anos, volta a ofertar volume significativo no mercado global.
Na avaliação dos executivos, o aumento da circulação de petróleo deve pressionar os preços para baixo. No entanto, eles destacam que o foco do mercado mudou, e compradores e investidores agora também consideram o impacto ambiental da produção, além do valor do barril.
Pesquisas internacionais apontam a Venezuela entre os países com maiores índices de emissões no processo de produção de petróleo. Os registros de metano e queima de gás no país chegam a ser até quatro vezes superiores ao padrão global.
Diante desse cenário, os executivos entendem que o retorno do petróleo venezuelano à cena internacional será acompanhado por um escrutínio ambiental cada vez maior, refletindo a crescente preocupação do setor com as questões climáticas.






