Da redação
Pelo menos dez manifestantes foram presos nesta quinta-feira (19) em Buenos Aires durante protestos contra a reforma trabalhista proposta pelo governo de Javier Milei. Segundo a imprensa local, os manifestantes derrubaram parte da grade que separava a Praça do Congresso do Palácio Legislativo, onde ocorria a votação do projeto.
Os distúrbios começaram por volta das 18h, quando forças de segurança avançaram sobre os manifestantes com motos, a pé e com cães. Policiais usaram balas de borracha e gás lacrimogêneo para dispersar a multidão.
A reforma trabalhista, classificada pela central sindical como “regressiva e inconstitucional”, prevê redução das indenizações, aumento da jornada de trabalho para 12 horas e restrições ao direito de greve. Milei enfrenta atualmente a quarta greve geral em dois anos de governo.
O governo afirma que a medida reduzirá a informalidade, que atinge mais de 40% do mercado de trabalho, e ajudará a criar empregos devido à menor carga tributária sobre os empregadores.
A greve de 24 horas, iniciada à meia-noite, contou com a adesão da maioria dos sindicatos. Linhas de ônibus circulavam quase vazias, o trânsito de carros era intenso e supermercados, farmácias e comércios mantiveram as portas fechadas. Nas principais estações e pontos de transporte coletivo, o movimento era atipicamente baixo, segundo a agência AFP.






