Da redação
O PL orientou seus diretórios estaduais a garantir presença em chapas majoritárias em todos os estados, visando eleger ao menos um candidato ao governo ou ao Senado que faça campanha ativa para Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência. As decisões sobre palanques estaduais serão divididas: Jair Bolsonaro (PL) escolherá os candidatos ao Senado, enquanto Valdemar Costa Neto, presidente do PL, definirá os nomes para os governos estaduais.
Em Santa Catarina, o ex-presidente já definiu o palanque com Carlos Bolsonaro (PL) e a deputada Caroline de Toni (PL) concorrendo ao Senado. De Toni era a preferência de Michelle Bolsonaro para a vaga. Em Goiás, Gustavo Gayer (PL) foi escolhido para disputar uma vaga de senador, enquanto a indicação da segunda vaga ficou para Ronaldo Caiado (PSD). A intenção é garantir apoio a Flávio no primeiro ou segundo turno, caso Caiado desista da Presidência.
Flávio Bolsonaro está nos EUA para evento conservador e, após retornar, intensificará a articulação nacional de sua candidatura, incluindo um encontro com Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, e esteve recentemente com Bolsonaro, preso na Papudinha. Mesmo onde o PL não lançar candidato ao governo, será obrigatório ter pelo menos um nome ao Senado para fortalecer o palanque de Flávio, evitando que candidatos de partidos aliados tentem afastar a imagem do ex-presidente em estados lulistas.
No Rio de Janeiro, o PL busca aliança com a federação União Progressista (PP e União Brasil) e pretende trazer o Republicanos para a coligação nacional. Em Santa Catarina, Bolsonaro decidiu por uma chapa pura do PL ao Senado, contrariando o governador Jorginho Mello (PL) e afastando o PP, que defendia a reeleição de Esperidião Amin (PP).
O PL planeja ser mais competitivo em 2026, já que em 2022 lançou 12 candidatos próprios aos governos estaduais e elegeu dois: Jorginho Mello (SC) e Cláudio Castro (RJ). Em Mato Grosso, o partido quer um palanque próprio, encabeçado por Wellington Fagundes (PL). Em Pernambuco, a aposta será o ex-prefeito Anderson Ferreira (PL) para o Senado, buscando espaço em um estado de tendência lulista.






