Da redação
O presidente em exercício declarou, nesta quinta-feira (data não informada), que o Brasil irá monitorar de perto os impactos da tarifa global de 10% sobre produtos importados, anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Durante coletiva, o dirigente afirmou que diferentes ministérios e agências econômicas analisarão os possíveis efeitos da medida no comércio exterior brasileiro, com ênfase na manutenção do diálogo internacional e na prevenção de prejuízos à logística nacional.
A tarifa de 10%, segundo Trump, incidirá sobre uma ampla gama de produtos, incluindo eletrônicos, vestuário e matérias-primas estratégicas. A Casa Branca justificou a ação como necessária para equilibrar os déficits comerciais dos EUA e proteger as indústrias locais da concorrência internacional considerada injusta. O governo americano informou que a nova alíquota passa a valer em 30 dias, prazo em que importadores deverão recalcular custos de operação.
Especialistas afirmam que aumentos tarifários costumam provocar ajustes em preços, cadeias de suprimentos e negociações comerciais. Setores brasileiros como agronegócio, indústria automotiva e de tecnologia estão entre os mais sensíveis e, segundo o Ministério da Economia e a ApexBrasil, reuniões com líderes empresariais já estão agendadas para avaliação de riscos e oportunidades.
O Brasil não descarta recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) se entender que a nova taxa viola acordos internacionais. Também avalia negociar isenções diretamente com os Estados Unidos ou em blocos regionais, como o Mercosul. Todo o processo de acompanhamento deverá subsidiar eventuais ajustes na política econômica e comercial do país.
Por fim, o presidente em exercício reiterou que o acompanhamento será permanente e que o governo federal está preparado para adotar as medidas necessárias à proteção da economia nacional e dos interesses das empresas brasileiras, não descartando ações como consultas à OMC ou propostas de retaliação comercial.





