Da redação
Em reunião recente, os presidentes estaduais do PDT, Romildo Bolzan Júnior, e do PT, Valdeci Oliveira, discutiram a possibilidade de uma aliança para a disputa ao governo do Rio Grande do Sul. O encontro visava um primeiro passo formal para as negociações entre os dois partidos, mas ambos avaliaram que o momento ainda é prematuro, temendo constrangimentos aos pré-candidatos Edegar Pretto (PT) e Juliana Brizola (PDT).
Apesar da prioridade nacional do PDT de obter o apoio do PT a Juliana, os petistas resistem a abrir mão da cabeça de chapa, o que seria inédito no Estado. Entre os petistas, uma possível atuação do ex-governador Olívio Dutra é vista como trunfo para sustentar a candidatura de Edegar Pretto, já que Olívio é próximo de Pretto e poderia interceder junto ao presidente Lula.
No plano da propaganda eleitoral, Luciano Zucco (PL), contando até agora com o apoio de partidos como o PP, terá cerca da metade do tempo disponível em rádio e TV na corrida ao Piratini. Se Juliana Brizola fechar aliança com o PT, conquistaria a segunda maior fatia do tempo de mídia.
Na Câmara de Cachoeirinha, tramita proposta que cria emendas impositivas para vereadores. O texto prevê a destinação de 1,2% da receita corrente líquida — cerca de R$ 7,8 milhões — para indicações parlamentares, além de outros 0,6% (R$ 3,9 milhões) às bancadas, com metade dos recursos obrigatoriamente destinada à saúde. Ainda sem previsão de votação, a proposta já conta com sete assinaturas, mas precisa de 12 dos 17 votos.
Em Porto Alegre, permanece sem execução a lei criada há três anos e meio para oferecer bolsas de R$ 1.750 anuais a alunos da rede pública, devido à falta de recursos. O uso de verbas do Fundeb foi vetado pelo Tribunal de Contas do Estado, frustrando a estratégia da prefeitura de combater a evasão escolar.





