Da redação
A discussão sobre as limitações da Unreal Engine 5 em consoles atuais voltou à tona após uma análise técnica de “High on Life 2” pela Digital Foundry. O jogo foi criticado pela baixa resolução e qualidade de imagem, levantando novamente o questionamento sobre o quão exigente a UE5 é para os hardwares da geração.
O analista Alex Battaglia destacou que resoluções internas próximas de 720p, ampliadas para 1440p ou até 4K, resultam em artefatos visuais, como cintilação e serrilhados. Esse problema é ainda mais perceptível quando recursos como a iluminação global Lumen estão ativos, forçando escolhas entre desempenho, fidelidade visual e taxa de quadros.
Segundo John Linneman, também da Digital Foundry, a questão não é simplesmente a Unreal Engine 5 ser “ruim”. O equilíbrio entre resolução, taxa de quadros e efeitos visuais depende das escolhas dos desenvolvedores diante dos limites do hardware. Ele lembra que nunca foi possível manter todos esses aspectos no máximo em consoles e que hoje os jogadores consideram 60 fps como padrão.
O grupo explica que engines proprietárias e jogos first-party frequentemente apresentam melhor desempenho visual por serem otimizados para finalidades específicas, enquanto a Unreal precisa atender a múltiplos gêneros. Jogos em Unreal que abrem mão de certos recursos avançados, como “Reanimal” e “Arc Raiders”, tendem a ter imagem mais limpa e 60 fps estáveis.
Por fim, a Digital Foundry sugere que forçar 60 fps nem sempre é o ideal, sobretudo quando isso sacrifica demais a resolução. O canal propõe que modos opcionais a 30 ou 40 fps podem ser preferíveis, principalmente com a popularização do VRR em TVs, oferecendo maior flexibilidade para quem prioriza qualidade visual.






