Da redação
O discurso do Estado da União do presidente dos EUA, Donald Trump, previsto para esta terça-feira (data no texto não especificada), será marcado por protestos democratas. Entre as ações, destacam-se o uso de roupas brancas pelas mulheres do partido, presença de vítimas de Jeffrey Epstein e convidados afetados pelas ações do ICE, a polícia de imigração. A estratégia do branco remete ao movimento das sufragistas, segundo Teresa Leger Fernández, presidente do Caucus das Mulheres Democratas.
O protesto ocorre em meio à discussão do Save America Act, projeto de lei que, segundo a Casa Branca, visa evitar o voto de não cidadãos, mas que preocupa democratas por possíveis restrições ao voto feminino. O grupo destaca que mais de 70 milhões de mulheres mudaram de sobrenome após o casamento, o que pode impedi-las de votar caso o nome atual não coincida com os documentos de nascimento. “Trump e os republicanos querem tirar esse direito”, afirmou Leger Fernández.
Além disso, vítimas de Jeffrey Epstein estarão presentes. Democratas acusam Trump de omitir documentos ligados ao caso e de proteger aliados do financista. Para a deputada Emily Randall, a presença das vítimas é um ato em defesa “da democracia, transparência e responsabilidade”.
A política de imigração do governo Trump também é alvo de críticas. Dois americanos morreram em ações do ICE em janeiro. A deputada Ilhan Omar criticou a operação em Minnesota e afirmou que o discurso de Trump será “repleto de mentiras”.
Cerca de 20 congressistas democratas optaram por boicotar o evento e planejam um protesto paralelo no National Mall. “Não vou dar a ele a audiência que anseia para as mentiras que conta”, disse o senador Adam Schiff. A deputada Shontel Brown reforçou: “Não podemos tratar isso como um momento normal enquanto nossa democracia está sob ameaça”.






