Da redação
A Secretaria da Economia de Goiás e a Polícia Civil deflagraram, na manhã desta terça-feira (24), a Operação Engrenagem Fiscal, que investiga um esquema de fraude fiscal e sonegação envolvendo três empresas do setor de peças automotivas em Goiânia. Segundo as autoridades, os débitos tributários já constituídos destas empresas somam cerca de R$ 400 mil, mas, com multas e demais acréscimos, o valor total ultrapassa R$ 1,5 milhão.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, além de decisões judiciais para bloqueio de bens e ativos financeiros até o limite do débito tributário. O objetivo é recuperar o crédito devido ao Estado e identificar quem realmente controla as empresas sob investigação.
A apuração começou a partir de denúncia do Ministério Público e foi conduzida pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT), com apoio da Gerência de Inteligência Fiscal (GEIF). As investigações revelaram indícios de fraude, como transferência do controle das empresas para “laranjas” após a constituição dos débitos, registros de múltiplas firmas do mesmo ramo em um mesmo endereço e o envolvimento de familiares no quadro societário.
Segundo o delegado Eduardo Gomes, da DOT, um dos “laranjas” seria provavelmente um motoboy, relacionado a dívidas tributárias de 2017 e 2018. A estratégia teria como objetivo ocultar o verdadeiro beneficiário do esquema e dificultar a atuação da fiscalização estadual.
O superintendente de Fiscalização Regionalizada, Gustavo dos Reis Cardoso, informou que o Fisco irá intensificar o monitoramento em empresas do mesmo setor para coibir o uso de “laranjas” e evitar a concorrência desleal. Os investigados podem responder por crimes contra a ordem tributária (Lei nº 8.137/90), falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e associação criminosa.






