Da redação
O PSB, liderado por João Campos e Geraldo Alckmin, enfrenta desentendimentos com o PT devido à posição dos petistas sobre a eleição em Pernambuco. O PT articula para que o partido se mantenha neutro na disputa entre João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD), o que tem causado insatisfação entre os socialistas.
A tensão em Pernambuco tem impactado as articulações estaduais, principalmente porque João Campos, além de presidente nacional do PSB, é apontado como principal aposta do partido para o futuro. O PSB critica ainda o fato de o PT cogitar romper alianças consolidadas à esquerda para que Lula possa utilizar o palanque de Raquel Lyra nacionalmente.
Mesmo destacando que a coligação com o PT está garantida em grande parte dos estados, o PSB reivindica dois apoios pontuais: à candidatura de João Campos em Pernambuco e a Ricardo Cappelli no Distrito Federal.
No DF, o presidente do PSB local, Rodrigo Dias, afirmou que esperava o apoio do PT para Cappelli, mas, com a filiação de Leandro Grass ao PT em 2023, ele se tornou nome cotado ao governo. A possível chapa envolveria Grass para o GDF e Erika Kokay (PT) e Leila Barros (PDT) ao Senado, deixando o PSB de fora. Segundo Dias, a definição só ocorrerá perto de julho, e os pré-candidatos terão de deixar cargos públicos em abril caso confirmem a disputa.
A eleição no DF será tema de um jantar nesta quinta-feira, 26, na casa de Valdir Oliveira, ex-superintendente do Sebrae-DF. O encontro reunirá líderes do PSB, pré-candidatos ao governo e ao Legislativo, incluindo Ricardo Cappelli, Rodrigo Dias, Cristovam Buarque e Rodrigo Rollemberg.






