Início Economia Dívida Pública fica praticamente estável, mas supera R$ 8,6 trilhões

Dívida Pública fica praticamente estável, mas supera R$ 8,6 trilhões


Da redação

Os juros altos frearam a queda da Dívida Pública Federal (DPF) em janeiro, mesmo diante de um grande volume de vencimentos de títulos prefixados. Segundo o Tesouro Nacional, a DPF subiu 0,07%, passando de R$ 8,635 trilhões em dezembro para R$ 8,641 trilhões em janeiro. Em agosto de 2023, a dívida superou os R$ 8 trilhões pela primeira vez. O Plano Anual de Financiamento prevê que o estoque pode encerrar 2026 entre R$ 9,3 trilhões e R$ 10,3 trilhões.

A Dívida Pública Mobiliária interna (DPMFi) cresceu 0,26% no mês, chegando a R$ 8,33 trilhões. Em janeiro, o Tesouro resgatou R$ 67,02 bilhões a mais do que emitiu, especialmente em papéis atrelados à Selic. Esse resgate líquido foi compensado pela apropriação de R$ 88,53 bilhões em juros, pressionados pela taxa Selic em 15% ao ano. O Tesouro emitiu R$ 145,87 bilhões, enquanto os resgates, impulsionados pelo vencimento dos prefixados, atingiram R$ 212,89 bilhões.

A Dívida Pública Federal externa (DPFe) caiu 4,75%, indo de R$ 326,07 bilhões em dezembro para R$ 310,59 bilhões em janeiro, principalmente devido à queda de 4,95% do dólar no período. O colchão da dívida pública, reserva financeira para momentos de alta volatilidade ou concentração de vencimentos, também recuou, de R$ 1,187 trilhão para R$ 1,085 trilhão, após resgates líquidos.

A composição da DPF mudou em janeiro: títulos vinculados à Selic passaram de 48,25% para 49,42%; indexados à inflação, de 25,93% para 26,35%; prefixados, de 22,05% para 20,65%; e atrelados ao câmbio, de 3,76% para 3,58%. O prazo médio da DPF subiu de 4 para 4,03 anos.

Em relação aos detentores da DPF interna, instituições financeiras lideram com 31,92%, seguidas por fundos de pensão (22,66%), fundos de investimentos (21,36%) e estrangeiros (10,69%). A participação dos investidores não residentes aumentou em relação a dezembro, quando estava em 10,35%.