Da redação
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD-MG), deve desistir de disputar as eleições deste ano para apoiar a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Até o início de junho, Silveira cogitava disputar uma vaga ao Senado ou ao governo de Minas Gerais, mas mudou de posição e agora sinaliza intenção de se dedicar integralmente à campanha petista.
A saída de Silveira das eleições facilita a consolidação do palanque do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), preferido de Lula para a sucessão estadual. Pacheco negocia as demais vagas da chapa com partidos de centro, incluindo MDB e União Brasil, além de conversas para possível filiação ao PSB.
Também filiado ao PSD, Silveira teria recebido do presidente a promessa de coordenar sua campanha à reeleição. Fontes políticas de Minas Gerais apontam que o ministro, que já foi suplente de senador, tem potencial eleitoral considerado limitado e enfrentaria dificuldades numa disputa majoritária.
A exigência central do PT para apoiar Pacheco é que a prefeita de Contagem, Marília Campos, seja candidata ao Senado pela chapa. Caso confirme a candidatura, Pacheco pretende ter autonomia para escolher os demais integrantes da coligação.
Apesar de integrarem o mesmo partido e estado, Alexandre Silveira e Rodrigo Pacheco já tiveram divergências por espaço político e indicações em agências reguladoras. Rumores anteriores de que Pacheco assumiria o Ministério de Minas e Energia também contribuíram para o distanciamento entre os dois.






