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Relatório mostra alta no tráfico de cocaína e drogas sintéticas ao redor do mundo


Da redação

A cooperação internacional no combate às drogas ilícitas apresenta resultados positivos, mas o tráfico ainda cresce em diversas regiões do mundo. É o que aponta o Relatório Anual de 2025 do Conselho Internacional de Controle de Narcóticos (Incb). Segundo o órgão, a ação coletiva entre países tem sido vital para reduzir danos sociais e econômicos associados ao uso de substâncias ilícitas.

Em março de 2025, graças à plataforma de notificações do Incb, foi possível evitar o desvio de três toneladas de um precursor químico de fentanil. Sem essa intervenção, a substância serviria para produzir ilegalmente entre 1,4 e 3,3 toneladas de fentanil. O Incb enfatiza que, por meio de um sistema rigoroso de estimativas e avaliações, o desvio de drogas de uso lícito para redes ilícitas permanece baixo.

Entretanto, mercados ilícitos avançam. Na América do Sul, a produção de cocaína aumentou, expandindo o mercado para Ásia e África. No continente africano, o consumo diversificado de drogas cresce, sendo o tráfico de opioides farmacêuticos, muitos de qualidade inferior, a principal preocupação. Já na América do Norte, houve queda nas mortes por overdose de drogas sintéticas: 17% no Canadá e 27% nos Estados Unidos, mas o Incb considera cedo para apontar uma tendência.

No Leste e Sudeste Asiático, a metanfetamina segue como principal ameaça, com recorde de apreensões. O Sul da Ásia concentra um terço dos usuários globais de opioides. Na Europa, o tráfico de cocaína aumentou drasticamente, assim como a fabricação de drogas sintéticas e a proliferação de novas substâncias psicoativas. O tráfego segue em níveis inéditos na Oceania, elevando o consumo e os riscos à saúde pública, especialmente em Fiji, Papua Nova Guiné e Tonga.

Para a presidente do Incb, Sevil Atasoy, “proteger a saúde das pessoas em todo o mundo dos perigos das drogas ilícitas é uma responsabilidade comum e compartilhada.” Ela destaca que a eficácia do sistema internacional de controle de drogas depende da colaboração e compromisso dos países.