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PL faz nova ofensiva para filiar Tarcísio e deve lembrar votos no 22 perdidos pelo governador


Da redação

Lideranças do PL querem aproveitar a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em São Paulo nesta sexta-feira (27) para pressionar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) a aceitar um vice do partido nas eleições de 2026 ou até mesmo se filiar à sigla. Pré-candidato à Presidência da República, Flávio discutirá detalhes da chapa eleitoral com Tarcísio em reunião no Palácio dos Bandeirantes. Depois, ambos seguirão para a Alesp, onde o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, receberá o Colar de Honra ao Mérito Legislativo.

A homenagem a Valdemar Costa Neto foi proposta pelo presidente da Alesp, deputado André do Prado (PL), considerado pupilo de Valdemar e cotado para a vaga de vice-governador. Segundo auxiliares do PL ouvidos pela Folha, Flávio defenderá o nome de André na reunião.

Flávio deve tratar da situação do atual vice, Felício Ramuth (PSD), investigado por suposta lavagem de US$ 1,6 milhão em Andorra. Ramuth, favorito de Tarcísio para permanecer no cargo, pode trocar de partido—o MDB é apontado como provável destino. Em anotações feitas em reunião recente, Flávio mencionou a investigação e questionou: “André do Prado vice?”.

Tarcísio afirmou que as investigações contra Ramuth não interferem em sua escolha, mas líderes do PL argumentam que o tema será usado pela oposição na campanha. Flávio também deve destacar à Tarcísio que o PL tem a maior bancada da Alesp, com 20 dos 94 deputados, e que é estratégico ter um nome do partido em cargo majoritário.

O PL tenta evitar a repetição do ocorrido em 2022, quando mais de 500 mil votos ao governo de São Paulo foram anulados devido à confusão com o número do partido. O temor é que esse erro favoreça um candidato de esquerda e prejudique o desempenho de Flávio e do próprio partido em 2026.