Da redação
O PDT vive um momento de preocupação diante da possibilidade de não atingir a cláusula de barreira nas próximas eleições gerais. O desempenho do partido ficou aquém do esperado em disputas recentes, sobretudo em 2022, quando a candidatura de Ciro Gomes fracassou. Além disso, a legenda sofreu redução de suas bancadas e o esvaziamento provocado pela saída de lideranças regionais.
A cláusula de barreira exige que os partidos alcancem um desempenho mínimo nacional para obter acesso ao fundo partidário e ao tempo de propaganda em rádio e televisão. Atualmente, o PDT encontra-se no limite desses critérios e precisará obter uma recuperação expressiva na Câmara dos Deputados para evitar a perda de espaço institucional e de recursos.
Nos bastidores, dirigentes admitem que o quadro se agravou devido à fragmentação interna do partido, à dificuldade para renovar o discurso e à concorrência direta com outras legendas da centro-esquerda. Tais fatores têm dificultado a reação da sigla perante o eleitorado.
Apesar destes problemas, Ciro Gomes costuma ser apontado como o principal responsável pela situação do PDT. O mau desempenho do ex-presidenciável, especialmente na última eleição, é citado com frequência como determinante para a crise atual.
Diante desse cenário, a discussão sobre estratégias para superar a cláusula de barreira tornou-se central nas articulações do partido para as eleições deste ano.






