Da redação
A prévia da inflação oficial de fevereiro, medida pelo IPCA-15, ficou em 0,84%, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (27) pelo IBGE. O resultado representa avanço em relação ao índice de janeiro, que foi de 0,20%. O maior impacto veio do grupo educação, com alta de 5,20% e contribuição de 0,32 ponto percentual, devido aos reajustes nas mensalidades escolares e cursos no início do ano letivo.
O grupo transportes também pressionou o índice, com variação de 1,72% e impacto de 0,35 ponto percentual. Outros grupos registraram mudanças entre -0,42% (vestuário) e 0,67% (saúde e cuidados pessoais). No acumulado do ano, o IPCA-15 soma alta de 1,04% e, em 12 meses, de 4,10%, taxa inferior aos 4,50% observados nos 12 meses anteriores.
Em saúde e cuidados pessoais, a elevação foi de 0,67%, com destaque para artigos de higiene pessoal (0,91%) e planos de saúde (0,49%). No grupo alimentação e bebidas, a alta foi de 0,20%, puxada principalmente pelas variações do tomate (10,09%) e das carnes (0,76%), enquanto arroz (-2,47%), frango em pedaços (-1,55%) e frutas (-1,33%) apresentaram queda.
No grupo habitação, a alta de 0,06% foi influenciada pelos aumentos nas taxas de água e esgoto (1,97%) e no aluguel residencial (0,32%). Em contrapartida, a energia elétrica residencial caiu 1,37%, devido à bandeira tarifária verde. O gás encanado também recuou 0,71%.
Regionalmente, São Paulo liderou a alta, com variação de 1,09%, puxada por passagens aéreas e cursos regulares. Recife teve a menor variação (0,35%), devido à queda no transporte por aplicativo e na energia elétrica. O IPCA-15 abrange famílias de 1 a 40 salários-mínimos em 11 regiões metropolitanas, Brasília e Goiânia. Os preços foram coletados entre 15 de janeiro e 12 de fevereiro de 2026. A próxima divulgação do IPCA-15 será em 26 de março.






