Da redação
Uma equipe liderada pelo paleontólogo americano Paul Sereno, da Universidade de Chicago, anunciou a descoberta de uma nova espécie de dinossauro após uma expedição pelo deserto do Níger. Os resultados do estudo foram publicados na revista Science nesta quinta-feira (26). Trata-se do “Spinosaurus mirabilis”, identificado como a primeira nova espécie indiscutível de Spinosaurus em um século, segundo a universidade.
O dinossauro recém-descoberto era um gigante bípede de cerca de 12 metros de comprimento, com uma espinha dorsal proeminente. Diferenciava-se de outros espinossauros pela crista de 50 centímetros em forma de cimitarra e pelo focinho mais longo e voltado para baixo. Viveu há cerca de 95 milhões de anos, em uma região do Saara que era coberta por rios e florestas.
Segundo Sereno, que classificou a espécie como uma “garça infernal”, o animal possuía crânio, pescoço e patas traseiras longos, o que reforça a comparação com aves predadoras. O Spinosaurus mirabilis alimentava-se principalmente de peixes, capturados nas águas rasas do antigo ambiente em que vivia.
A expedição começou em 2019, motivada por uma monografia francesa e pelo relato de um tuaregue local sobre a existência de “ossos grandes” no deserto. No local, a equipe encontrou ossos gigantes, incluindo um fêmur de quase dois metros, mandíbula, dentes, base da crista e, posteriormente, um crânio completo e fragmentos das patas traseiras.
A descoberta, considerada histórica por Sereno, envolveu duas expedições e uma equipe de 100 pessoas, além de 64 guardas nigerinos para apoiar as escavações. “A crista não se parecia com nada que tivéssemos visto antes”, afirmou Sereno, destacando a importância do achado para a paleontologia.






