Da redação
O senador Flávio Bolsonaro (PL) anunciou o apoio ao prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), como um dos candidatos ao Senado por sua aliança no Rio de Janeiro. O anúncio foi feito na terça-feira (24) e marca a ascensão de Canella, que mantém vínculos políticos com figuras acusadas de envolvimento com organizações criminosas na Baixada Fluminense.
Durante sua gestão, Canella nomeou os ex-vereadores Eduardo Araújo (PL) e Fábio Brasil, o Fabinho Varandão (MDB), como secretários de Indústria e Comércio e de Esporte e Lazer, respectivamente. Araújo já era condenado por integrar uma milícia à época da nomeação, enquanto Fabinho foi sentenciado em junho passado por extorsão e porte ilegal de armas, em processo iniciado em 2018.
Segundo o prefeito, os dois não fazem parte do quadro de funcionários desde setembro do ano passado. “À época da nomeação não havia sentença transitado em julgado, impedindo assim que qualquer julgamento pessoal fosse feito”, afirmou em nota. Araújo declarou que sua condenação foi “sem qualquer indício de materialidade” e está em fase de recurso. A defesa de Fabinho afirma ter pedido anulação da condenação e que ele deixou o cargo para se defender.
Mesmo exonerados, os dois seguem participando de agendas e inaugurações ao lado de Canella, incluindo eventos de pré-campanha e apoio ao presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda. Em 2024, ambos tiveram as candidaturas barradas pelo TSE, que citou o veto de uso de milícia armada por partidos políticos.
Canella também já foi aliado de Juracy Prudêncio, o Jura, ex-PM apontado como chefe de milícia e condenado por homicídio e associação criminosa, e manteve a esposa de Jura, Giane Prudêncio, como assessora de 2019 a 2023 na Alerj. Procurado, Flávio Bolsonaro não comentou as relações do aliado.






