Da redação
Líderes do Centrão avaliam que Flávio Bolsonaro deveria impor limites ao irmão Eduardo Bolsonaro, cobrando dele uma postura mais discreta para não atrapalhar sua possível candidatura à Presidência. Segundo eles, a imagem de moderação de Flávio, importante para a construção de alianças, é prejudicada pelo comportamento do irmão, o deputado cassado.
Apesar dessas recomendações, os mesmos líderes acreditam que Flávio não seguirá o conselho. O motivo seria a utilidade de Eduardo como “porta-voz” em temas estratégicos, atuando em uma dinâmica política conhecida como “morde e assopra”.
Nesse esquema, Eduardo Bolsonaro adota uma postura mais agressiva, fazendo críticas mesmo a aliados nas redes sociais, enquanto Flávio assume o papel de conciliador frente à opinião pública.
O Centrão percebeu esse padrão recentemente, após Eduardo tecer críticas públicas a Michelle Bolsonaro e Nikolas Ferreira, exigindo deles apoio mais enfático a Flávio. Na sequência, Flávio interveio para apaziguar os ânimos.
Para integrantes do Centrão, a combinação entre a atuação incisiva de Eduardo e a imagem moderada de Flávio é uma estratégia deliberada da família Bolsonaro para se manter relevante e influente nas negociações políticas.






