Da redação
O Irã atacou neste domingo (1º) o porta-aviões americano USS Abraham Lincoln, marcando a expansão da guerra entre Teerã, Estados Unidos e Israel para os mares do Oriente Médio. Segundo a Guarda Revolucionária iraniana, quatro mísseis foram lançados contra o navio, que opera no mar Arábico, perto de Omã. As forças dos Estados Unidos, lideradas pelo presidente Donald Trump, afirmaram que os projéteis “não chegaram nem perto” da embarcação.
Em resposta, Trump anunciou que as forças americanas afundaram nove navios iranianos e destruíram parte do quartel-general da Marinha do Irã. “Vamos atrás dos demais — eles também logo estarão no fundo do mar!”, declarou o presidente. Não houve detalhamento sobre as demais embarcações atingidas e o Irã não se pronunciou sobre as perdas.
O conflito se acentuou também no estratégico estreito de Hormuz, onde ao menos três petroleiros foram alvejados. Um navio de bandeira de Palau foi atingido por um projétil perto da costa de Omã, deixando quatro feridos e forçando a evacuação do barco. O petroleiro MKD Vyon, das Ilhas Marshall, também foi atingido e registrou um morto. Um terceiro petroleiro foi alvo de ataque na região, sem mais detalhes.
No golfo de Omã, o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom) anunciou o afundamento da corveta Jamaran, navio de guerra iraniano. O site Marine Traffic informou que cerca de 150 petroleiros e navios de gás interromperam viagens e lançaram âncoras em águas territoriais do golfo Pérsico, enquanto outras 100 embarcações aguardam ao largo de Omã, em meio a alertas de ameaças por rádio da Guarda Revolucionária.
Apesar de ainda não haver ordem formal para o fechamento do estreito de Hormuz, o temor de escalada dos confrontos faz empresas evitarem a rota. A tensão já provoca expectativa de alta no preço do petróleo, com possível impacto inflacionário global.






