Da redação
O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou neste domingo (1), em discurso no Congresso, que busca estabelecer “uma aliança estratégica duradoura” com os Estados Unidos como política de Estado. Milei, que abriu a segunda metade de seu mandato, também anunciou seu compromisso com 90 reformas estruturais para “redesenhar” o país até 2026.
No contexto internacional, Milei reforçou seu alinhamento geopolítico com Estados Unidos e Israel. O governo comemorou a recente operação militar dos dois países contra o Irã e voltou a acusar o regime iraniano de envolvimento no atentado à mutual judaica AMIA, ocorrido em 1994, em Buenos Aires.
Segundo Milei, “o Atlântico Sul é o terreno de disputa estratégica das próximas décadas”. Ele destacou a importância da Argentina como fornecedora de minerais críticos, energia e com saída para dois oceanos. O presidente afirmou que as reformas atingirão áreas como economia, sistema eleitoral, educação, justiça e defesa, com foco nos valores do Ocidente.
O discurso, que durou quase duas horas, marcou o início do novo ciclo legislativo, após um ano de instabilidade cambial e denúncias de corrupção. Na última sexta-feira, o Congresso aprovou a reforma trabalhista proposta por Milei, apesar da oposição dos sindicatos. O presidente também defendeu a abertura comercial, criticando a indústria nacional “pequena e dependente de subsídios”.
Milei ostenta 41,5% de aprovação, segundo AtlasIntel, após a vitória de seu partido nas legislativas de outubro, quando obteve 40% dos votos. Apesar de conseguir reduzir a inflação anual de 211,4% em 2023 para 31,5% em 2025 e registrar superávit fiscal, seu ajuste gerou queda no consumo e o fechamento de mais de 21 mil empresas em dois anos, com perda estimada de 300 mil empregos, segundo sindicatos.






