Mais de quatro milhões de CNPJs tem mulheres sócias ou proprietárias no país e novo ecossistema da Enterprise Europe Network Brasil deve impulsionar a governança dessas empresas
O empreendedorismo feminino ganhou peso real na economia brasileira. Há maior presença de mulheres abrindo e tocando empresas. Em 2024, segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a participação das mulheres entre os empreendedores iniciais chegou a 46,8%, o maior nível desde 2019.
Nos últimos cinco anos, a instituição atendeu quase 17 milhões de mulheres e alcançou cerca de 4 milhões de CNPJs com mulheres sócias ou proprietárias ativas. Números que mostram tanto a dimensão dessa base empreendedora quanto a demanda por orientação e suporte para manter o negócio vivo e competitivo.
Nesse cenário de necessidade de apoio para o fortalecimento e expansão dos negócios, o consórcio internacional Enterprise Europe Network Brasil (EEN) criou o Conselho Nacional de Empreendedorismo Feminino, Governança e Sustentabilidade Socioambiental que marca um novo passo na articulação de políticas e instrumentos voltados ao fortalecimento de mulheres empreendedoras no país.
O Conselho irá desenvolver suas atividades em sintonia com as agendas da Comissão de Combate às Desigualdades (CCD) do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Social e Sustentável (CDESS), Secretaria de Relações Institucionais (SRI) ligada à Presidência da República e tem como presidente, Luciani Coimbra de Carvalho, Professora da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), Doutora e Mestre em direito do Estado, e vice-presidente, Livia Maria
Viana Coelho Paes Barreto, servidora da Universidade de Brasília (UnB), Assessora da Diretoria de Relações Internacionais da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e Psicóloga.
“Vamos promover, articular e fortalecer políticas públicas, programas e instrumentos de governança que impulsionem o empreendedorismo feminino, com foco na sustentabilidade socioambiental, na autonomia econômica das mulheres e na redução das desigualdades estruturais no Brasil”, explica Luciani Carvalho.
A vice-presidente do conselho, Livia Maria Viana Coelho Paes Barreto, ressalta que o ecossistema tem o objetivo de se tornar uma instância de referência nacional na formulação e monitoramento de políticas de empreendedorismo feminino, contribuindo para um modelo de desenvolvimento inclusivo, resiliente e ambientalmente responsável.
“Entre os objetivos estratégicos, estão a estruturação e coordenação de uma agenda interministerial que impulsione o acesso a crédito, inovação, qualificação e mercados, com prioridade para mulheres em situação de vulnerabilidade e territórios com maior desigualdade socioeconômica e ambiental”, pontua Livia.
A articulação envolve instituições do ecossistema EEN/Brasil, formado por organizações como Fundação de Apoio à Pesquisa, ao Ensino e à Cultura (FAPEC), Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Organização Brasileira de Mulheres Empresárias (OBME), Enrich in Lac , rede europeia de centros de pesquisa e hubs de inovação, além de outras entidades parceiras, como a Rede Brasileira de Certificação, Pesquisa e Inovação (RBCIP), que conta com a diretora jurídica da Rede, Aline Marcon, como integrante do Conselho Nacional de Empreendedorismo Feminino, Governança e Sustentabilidade Socioambiental.
O consórcio Enterprise Europe Network Brasil atua como ponte entre Brasil e União Europeia, com foco em inovação e inserção internacional de pequenas e médias empresas, e já prestou mais de oito mil consultorias a empresas brasileiras e movimentou, em parcerias mais de R$ 25 milhões em rodadas de negócios internacionais nos últimos anos.
São membros do EEN Brasil: CNI (Confederação Nacional da Indústria), Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), Ibict (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia), Fapec (Fundação de Apoio à Pesquisa, ao Ensino e à Cultura), Rede Europeia de
Centros e Polos de Investigação e Inovação na América Latina e Caribe (ENRICH in LAC), Confederação Assespro (Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação), Instituto Global ESG, ABCasa (Associação Brasileira de Artigos para Casa, Decoração, Presentes e Utilidades Domésticas), ACIC Chapecó (Associação Comercial de Chapecó), ACIC Concórdia (Associação Empresarial de Concórdia), Microempa (Associação das Empresas de Pequeno Porte
do RS) e OBME (Organização Brasileira de Mulheres Empresárias). Além dos membros, o Consórcio também conta com uma rede de apoiadores (stakeholders) que representam entidades de promoção de negócios internacionais.






