Da redação
O Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) publicou o Boletim do Comércio Exterior do Distrito Federal (BCEx) referente ao período de janeiro a dezembro de 2025. Segundo o levantamento, as exportações do DF totalizaram US$ 316,8 milhões, um aumento de 6% em relação a 2024. No ano, foram comercializados 321 produtos para 122 países diferentes.
A balança comercial do Distrito Federal registrou déficit de US$ 1,94 bilhão, alta de 45,2% em comparação ao ano anterior. Já a corrente de comércio, resultado da soma entre exportações e importações, chegou a US$ 2,6 bilhões, indicando crescimento de 33,1% e maior aproximação do DF com o mercado internacional.
As importações somaram US$ 2,3 bilhões em 2025, crescimento de 38,1% frente a 2024. O principal destaque da pauta de importação foram os produtos farmacêuticos, químicos, medicinais e botânicos, reforçando o papel do DF nas compras públicas, especialmente para o setor de saúde. Os Estados Unidos lideraram como país de origem das importações, com 21,6%, seguidos por Alemanha (20,6%) e Bélgica (11,4%).
Na agroindústria, a indústria de transformação respondeu por 61,1% das exportações, totalizando US$ 218,8 milhões. A extração mineral cresceu 132,7% ante o ano anterior. Entre os principais produtos exportados estão soja, peito de frango desossado e querosene de aviação. Os principais destinos foram China, com 25,6% das exportações, e Arábia Saudita, com 24%.
O real valorizou-se em relação ao dólar, que encerrou 2025 cotado a R$ 5,45, uma queda de 10,6%. Esse cenário favoreceu as importações ao longo do ano. Segundo o boletim, os resultados refletem a dinâmica econômica do DF, marcada pelo protagonismo em compras governamentais, atividades administrativas e exportações agroindustriais, e mostram maior inserção da economia local no mercado internacional, apesar do déficit comercial.






