Da redação
A ampliação da oferta de hemodiálise na rede pública do Distrito Federal foi debatida nesta terça-feira (3/3) no programa CB.Poder, fruto de parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília. Iara Campos de Carvalho, gerente de Serviços de Internação do Hospital de Base do DF, detalhou os investimentos realizados e os desafios diante do aumento de casos de doença renal crônica, em parte atribuído ao envelhecimento da população.
Segundo Iara, a Secretaria de Saúde vem se preparando há mais de um ano para expandir o atendimento em diálise, com prioridade do governador Ibaneis Rocha e da vice-governadora Celina Leão. O processo começou no Hospital Regional de Taguatinga e no Hospital Regional do Gama, onde foram substituídos os sistemas de osmose para tratamento da água. Pela primeira vez no DF, foi implantado um sistema de hemodiálise de duplo passo, que traz mais eficiência e segurança ao procedimento. Foram adquiridas 65 novas máquinas, das quais 29 foram direcionadas para Taguatinga e 19 para o Gama.
A gestora reforçou que a prevenção é fundamental e passa pelo controle de hipertensão, diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares. “Não basta planejar a oferta de diálise; é fundamental fortalecer a prevenção das doenças que levam à perda da função renal”, afirmou. Ela destacou a importância dos exames de creatinina e urina, ambos disponíveis na rede pública, para o diagnóstico precoce.
Dados do Ministério da Saúde indicam que cerca de 13% da população do DF tem doença renal crônica. Projeções do IBGE apontam que, até 2030, aproximadamente 3.650 pessoas precisarão de diálise na região. Atualmente, 0,13% dos habitantes realizam esse tratamento.
Sobre o transplante, Iara explicou que apenas pacientes com problemas cardíacos graves ou câncer ativo não podem ser submetidos ao procedimento, que é rigorosamente monitorado para garantir segurança tanto a quem recebe quanto a quem doa.






