Da redação
Em pronunciamento nesta terça-feira (3), o senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) afirmou que o Brasil atravessa um “clima triste, horroroso mesmo”, marcado por situações constrangedoras e denúncias feitas pelas próprias autoridades. O senador apontou a existência de “penduricalhos país afora”, nos quais milhares de funcionários públicos receberiam mais de R$ 100 mil por mês, formando, segundo ele, “uma verdadeira casta de nobres” sustentada pelo dinheiro dos impostos.
Oriovisto criticou a suposta falta de limites desses servidores e a criação de regras próprias. Ele citou casos noticiados na imprensa sobre pagamentos de R$ 500 mil a R$ 800 mil a desembargadores e procuradores. O senador também questionou situações recentes envolvendo o Supremo Tribunal Federal, mencionando o escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes e a renúncia do ministro Dias Toffoli em relatar um caso ligado a um hotel, alegando que, embora não haja ilegalidade, há problemas éticos e morais.
Segundo o parlamentar, há um “clima de incredulidade” entre os cidadãos, com perda de confiança nas instituições, incluindo Judiciário, Executivo e Legislativo. Oriovisto afirmou que a polarização política agrava o cenário e que questões relevantes do país não são debatidas.
Como exemplo, mencionou a estagnação de pautas como o fim da reeleição para presidente da República e outras matérias consideradas fundamentais para o Brasil. “O que se está fazendo, na verdade, é esperar passar a tempestade e esperar que nada aconteça para ninguém que está envolvido nela”, declarou.
Por fim, Oriovisto lamentou a situação atual do país e ressaltou que, embora os senadores tenham pouca margem de ação, seguem preocupados e tentando encontrar soluções. “Está muito difícil”, concluiu.
Fonte: Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)






