Da redação
O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, senador Fabiano Contarato (PT-ES), apresentou, na terça-feira (3), um recurso contra decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Mendes havia suspendido a quebra dos sigilos bancário e fiscal da empresa Maridt.
A Maridt tem entre seus sócios o ministro do STF Dias Toffoli. A quebra dos sigilos havia sido autorizada no âmbito das investigações conduzidas pela CPI, mas a medida foi anulada por determinação de Gilmar Mendes.
O recurso apresentado por Contarato é um agravo interno, instrumento pelo qual a CPI tenta reverter a decisão no próprio STF. O senador busca restabelecer as quebras de sigilo para dar continuidade às apurações do colegiado sobre o envolvimento de empresas em crimes organizados.
O caso ganhou destaque devido à participação do ministro Dias Toffoli como sócio da Maridt, tornando a decisão do Supremo um ponto sensível na investigação parlamentar.
Com o recurso, a CPI aguarda agora uma nova análise do STF sobre a possibilidade de retomar as quebras de sigilo da Maridt no âmbito das investigações.






