Da redação
Desde 28 de fevereiro, com a nova escalada de violência no Oriente Médio, o Escritório da ONU para os Direitos Humanos nos Territórios Palestinos tem registrado vítimas das operações militares israelenses na Faixa de Gaza. A entidade também alerta para ataques das forças de segurança de Israel em assentamentos na Cisjordânia, em meio a rígidas restrições de circulação e ao fechamento de passagens para Gaza.
A assistente humanitária da ONU, Olga Cherevko, afirmou à ONU News, diretamente de Gaza, que as necessidades locais são “imensas”. Ela ressaltou o impacto negativo da violência sobre a população de Gaza e da Cisjordânia, pedindo a abertura de mais passagens para garantir acesso sustentável e previsível, e assim aumentar o auxílio humanitário.
Cherevko destacou que todas as evacuações médicas foram interrompidas, bem como os movimentos de retorno a Gaza. Atualmente, mais de 18 mil pacientes aguardam transferência para tratamento fora da região, pois a assistência necessária não está disponível localmente.
Segundo o Escritório da ONU para os Assuntos Humanitários (Ocha), apesar da reabertura da passagem de Kerem Shalom, no sul de Gaza, o acesso pelo ponto de Rafah, no Egito, segue fechado. Nos dias 5 e 6 de março, a comunidade humanitária continuou recebendo lotes de auxílio e aguarda o envio de mais suprimentos.
Conforme dados do Ministério da Saúde palestino, desde o cessar-fogo de 10 de outubro, 631 palestinos foram mortos em operações militares israelenses. Entre 10 de outubro e 27 de fevereiro, pelo menos 224 moradores morreram perto da chamada “Linha Amarela”, enquanto outros 347 faleceram em regiões distantes desse limite. Na Cisjordânia, a circulação de palestinos está limitada por 916 obstáculos, incluindo 243 portões de ferro, desde outubro de 2023.






