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Urso de pelúcia não põe democracia em risco


Da redação

A discussão sobre possível risco à democracia brasileira ganhou força apenas 30 anos após a promulgação da Constituição de 1988. Em 2018, Jair Bolsonaro, então candidato à Presidência conhecido por defender a ditadura, torturadores e por homenagear milicianos, foi viabilizado, segundo o texto, pela tolerância do Congresso e do STF à sua conduta política. Atos e declarações considerados, à época, como simples “mau gosto” ou “falta de etiqueta” passaram a integrar o debate público.

Naquele ano, analistas minimizaram a possibilidade de ameaças reais ao sistema democrático. Um professor de política declarou: “A democracia brasileira corre risco zero. As instituições democráticas no Brasil são muito sólidas”. Já outro comentarista afirmou que “alerta de risco à democracia é exagerado”, apostando que Bolsonaro seria “domesticado” pelas instituições e não representaria perigo.

Em 2020, o mesmo professor ironizou dizendo que “as chances de erosão da democracia brasileira são quase nulas”. Em 2022, reforçou que Bolsonaro “não conseguiu dar um golpe enquanto é presidente” e usou o caso dos EUA como analogia: “Donald Trump se negou a reconhecer sua derrota (…). A democracia americana não quebrou”.

No entanto, com o desenrolar dos fatos, essas previsões se mostraram equivocadas. Já em 2022, a percepção de risco à democracia ganhou peso, e eleitores passaram a priorizar a defesa das instituições, mesmo diante da insatisfação com os candidatos.

Para as eleições de 2026, a reflexão sobre o risco democrático volta à cena. O texto destaca que, diferentemente de Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro é associado a outros casos, como “rachadinha” e “milícia”, mas nunca a ameaças explícitas à democracia. O autor sugere que, desta vez, o debate ocorra com mais cautela, rigor e transparência, diante de um cenário internacional ainda marcado pela ascensão de tendências autocráticas.